30.05
- Servidores do INSS iniciam paralisação de 72 horas
Fonte: JORNAL O GLOBO
BRASÍLIA - Funcionários do INSS fazem uma paralisação
de 72 horas a partir desta terça-feira em todo o país. Os servidores
pedem plano de cargo e salários, melhores condições de
trabalho e de atendimento à população. O reajuste dos funcionários
públicos será discutido nesta manhã no Palácio do
Planalto. Para tratar do assunto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
convocou uma reunião com os presidentes do Senado, Renan Calheiros, da
Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo, e do Supremo Tribunal Federal, Ellen
Gracie.
Por meio do telefone 0800-780191, é possível saber quais postos
estão fechados ou atendendo parcialmente.
Em São Paulo , quem for buscar atendimento nos postos do INSS nesta terça-feira
vai precisar de muita paciência. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores
em Saúde e Previdência do Estado de São Paulo (Sinsprev),
90% das agências no estado ficarão sem atendimento durante os três
dias.
- Vamos a Brasília para pressionar o governo, que até agora não
apresentou uma proposta para reestruturar a carreira dos servidores - afirma
a diretora da Sinsprev Eli Nunes dos Santos.
No Paraná , um ato público em frente à gerência executiva
do INSS, em Curitiba, deu início à paralisação.
Segundo o diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Saúde,
Trabalho, Previdência e Ação Social do estado do Paraná
(Sindiprev), Lincoln Ramos, a meta da categoria é que pelo menos 80%
do funcionalismo pare em todo o estado.
- Apenas serviços emergenciais e as consultas pré-agendadas devem
ser atendidas. Os demais serviços serão suspensos - garantiu.
Em Pernambuco, ficarão fechadas 44 agências do INSS. Nestes três
dias, os servidores ligados ao Sindsprev-PE fazem um protesto de advertência.
Os servidores alegam que o governo não cumpriu o acordo que prevê
o pagamento da primeira parcela de 3,20%, no mês de março, equivalente
à reposição de 47,11% que deverá ser totalmente
paga em cinco anos.
- A alegação do governo para não pagar a primeira parcela
é porque o orçamento ainda não havia sido aprovado. Agora
não tem mais motivo - diz Maurício Amalfi, diretor da Federação
Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência
e Assistência Social (Fenasps).
Em nota, o Ministério da Previdência Social informou que está
cumprindo "rigorosamente o Termo de Compromisso, firmado em setembro de
2005, com as entidades representativas dos servidores do INSS".