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Ministério da Previdência Social cancelou 279 mil aposentadorias
e pensões desde que iniciou o censo dos aposentados, no final de 2005.
Isso pode render uma economia mensal de cerca de R$ 120 milhões para
os cofres públicos, segundo cálculos feitos pela Folha.
De acordo com o ministro da Previdência, Nelson Machado, os cancelamentos
incluem aposentadorias e pensões que foram suspensas regularmente pelo
INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) devido à morte do beneficiário.
Mas também abrangem benefícios cortados por falta de comparecimento
ao recadastramento.
A maior parte, porém, refere-se a cancelamentos regulares. São
228.682 benefícios selecionados para participar da segunda etapa do recadastramento
e que, portanto, ainda não foram submetidos ao processo de cancelamento
por causa de não-comparecimento.
"Não publicamos nenhum edital mandando cancelar esses benefícios.
Eles foram cessados de maneira normal. Estamos estudando a velocidade desses
cancelamentos, mas tenho desconfiança de que aumentou muito", declarou
Machado. Isso pode significar que beneficiários irregulares se anteciparam
ao censo e foram ao INSS suspender os pagamentos.
Além dos casos relativos à segunda etapa, há 50.343 casos
escalados para a primeira etapa do recadastramento e cujo cancelamento decorre
tanto das suspensões regulares quanto da falta ao censo.
Os dados mostram ainda que há cerca de 70 mil aposentadorias e pensões
da primeira etapa do recadastramento que são passíveis de cancelamento.
São situações em que o censo precisará ser refeito
e de segurados que ainda são esperados para fazer o recenseamento.
O governo espera recadastrar 17,1 milhões de beneficiários do
INSS até 2007. Embora Machado evite falar na economia a ser obtida, a
expectativa é que o censo reduza a despesa em R$ 900 milhões neste
ano.