O
presidente em exercício da Confederação Brasileira de Aposentados,
Pensionistas e Idosos (Cobap), Hermélio Soares Campos, pediu a aprovação
da redação final da Medida Provisória do Salário
Mínimo (MP 288/06). O pedido está em uma carta da entidade entregue
à Comissão Especial Mista do Salário Mínimo.
A MP 288/06, que já foi aprovada pela Câmara e tramita agora no
Senado, fixa o valor do salário mínimo em R$ 350 e traz uma emenda
que estende a todos os aposentados e pensionistas o mesmo reajuste do piso salarial
brasileiro para este ano (16,66%). A Cobap se opõe à decisão
do governo federal, a partir de acordo com as centrais sindicais, de dar um
reajuste de 5% a aposentados e pensionistas que ganham mais que o salário
mínimo. Eles querem a equiparação, conforme determina a
emenda.
Apoio de parlamentares
O presidente da comissão especial, senador Paulo Paim (PT-RS), mostrou-se
de acordo com a carta apresentada por Hermélio Soares Campos. "Nenhum
movimento sindical e nenhum setor ligado aos aposentados no País concorda
com o reajuste diferenciado. Se a MP 291/06 for vetada depois de aprovada no
Congresso Nacional, vamos montar uma comissão para tentar sensibilizar
o presidente da República e evitar esse veto", disse, referindo-se
a outra MP, que trata especificamente do reajuste para aposentados e poderá
ser votada hoje pela Câmara.
A deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) afirmou que a aprovação
das MPs 291/06 e 288/06 será um grande passo para a evolução
das conversações da categoria dos aposentados com o governo federal.
"Se for aprovada a MP 291/06, ou mesmo se o Senado aprovar a 288/06, vamos
conseguir chegar a um acordo. Se isso não acontecer, o governo terá
grande problema no ano que vem na hora de decidir novamente o valor do salário
mínimo, se não ouvir a voz dos aposentados", afirmou a parlamentar.