IBGE
diz que há 25 pessoas com mais de 60 anos para cada 100 jovens
O Brasil ingressou no grupo dos dez países que, juntos, têm 62%
da população mundial com mais de 60 anos de idade. São
17,6 milhões de brasileiros nessa faixa etária (9,7% da população),
de acordo com o estudo Síntese dos Indicadores Sociais 2005, divulgado
ontem pelo IBGE. Hoje, 2% dos idosos do mundo são brasileiros. China,
Índia, Estados Unidos, Japão, Rússia, Alemanha, Itália,
França e agora o Brasil, nessa ordem, compõem o grupo.
O índice de envelhecimento do País passou de 0,11 no início
dos anos 80 para 0,25 em 2004, o que significa que, para cada 100 jovens até
15 anos, existem 25 idosos. Embora ainda seja quatro vezes menor que 1 (quando
se considera que um país tem a população envelhecida),
o índice avança muito rápido. "Nesse ritmo, antes
de 2050 estaremos como esses países (de população envelhecida).
Alemanha e França levaram um século para chegar aonde estamos
e passaram por duas guerras mundiais", disse o presidente do IBGE, Eduardo
Pereira Nunes. Na Itália, Japão e Alemanha, países considerados
"velhos", o índice é de 1,42, ,1,41, 1,31, respectivamente.
O aumento está relacionado a dois fenômenos: queda da taxa de fecundidade
e diminuição da taxa bruta de mortalidade. Entre 1991 e 2004,
o número de mortes no País caiu de 6,8% para 6,3% - a taxa de
fecundidade declinou de 2,9 para 2,1 filhos.
ESTADOS
O envelhecimento no Brasil acontece de forma diferente em cada Estado e está
ligado às desigualdades socioeconômicas. Enquanto os Estados da
região Norte têm índices de envelhecimento que variam de
0,07 a 0,18, nos das regiões Sudeste e Sul, eles são mais elevados.
No Rio, o índice chega a 0,43, a maior taxa do País.
O Estado lidera todos os demais quanto à proporção maior
de idosos em relação ao número total de habitantes - pouco
mais de 2 milhões de pessoas, (13,3% da população). Em
números absolutos, São Paulo, com 4 milhões (10,1% da população),
tem o maior contingente.
Dos brasileiros com mais de 60 anos, 73,1% vivem em domicílios com renda
familiar média mensal per capita de até dois salários mínimos.
São Paulo e Rio, Estados com as duas maiores populações
dessa faixa etária do País, reúnem o maior contingente
de idosos com renda mensal acima de 5 salários mínimos - o Rio
com 15% e São Paulo com 10,9%. Pouco mais de 60% moram com parentes e
13% moram sozinhos.
Na análise por sexo, o perfil brasileiro segue o mundial, com predominância
de mulheres. Para cada 100 brasileiras com mais de 65 anos existem 78,6 homens.