Na próxima segunda-feira, a Previdência deve divulgar a terceira lista de aposentados e pensionistas que terão o benefício suspenso porque não atenderam ao chamado para o recadastramento.
Em
todos os casos, a Previdência convoca o segurado e dá prazo de
quatro meses para a realização do censo, que pode ser feito no
banco onde o benefício é sacado. A convocação é
feita pela tela do caixa onde é feito o saque, por carta e por edital
publicado em jornais de grande circulação. Após esse período,
o pagamento é suspenso e o aposentado tem outros 90 dias para regularizar
o cadastro e recuperar o benefício, inclusive os atrasados.
Os cerca de 40 mil segurados que estavam na primeira lista de bloqueados e ainda
não regularizaram a situação podem fazê-lo até
a metade de junho. Se não o fizerem, o benefício será cancelado.
O ministro preferiu não fazer estimativa de quanto a Previdência pode economizar com os cortes já realizados. Machado insistiu na conta que, se 1% dos pagamentos for indevido, a economia anual poderá chegar a R$ 120 milhões, já que os 2,5 milhões de convocados para a primeira fase representam um desembolso anual de R$ 12 bilhões.
"Não há números ainda, mas o censo é um sistema fundamental para coibir pagamentos indevidos e vai ter resultados muito positivos", disse Machado.
Para
recadastrar-se, é preciso apenas comparecer à agência e
levar CPF e um documento de identidade, como o RG. A Previdência informou
que, nos maiores bancos, que respondem por 95% dos pagamentos, o valor é
liberado imediatamente após o recadastramento. Nos outros bancos, o valor
será desbloqueado no prazo máximo de 13 dias.
O censo começou em outubro de 2005. Para a primeira etapa, foram selecionados
2,5 milhões de benefícios, considerados pelo INSS como mais vulneráveis
a eventuais fraudes, por conterem informações incompletas. Até
meados de 2007, outros 14,7 milhões de aposentados deverão fazer
o recadastramento.
Filas
Para reduzir as filas e agilizar o atendimento para quem solicita auxílios nas agências do INSS (Instituto Nacional do Serviço Social) em São Paulo, o ministro disse que a Previdência deve inaugurar, em agosto, um centro de atendimento para realização de perícias. Atualmente, o agendamento do exame pode levar até seis meses na capital. A meta apresentada por Machado é reduzir esse prazo para cinco dias.