Para repor a inflação, o governo estima que seria necessária um alta entre 3,3% e 3,4% pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) dos últimos 11 meses - o índice exato sai apenas na próxima sexta-feira - mais 0,9% de defasagem do reajuste nos anos anteriores do governo Lula.
A soma, entre 4,2% e 4,3%, seria o reajuste mínimo. Mas o governo deve ceder, em parte, às pressões da categoria e pode chegar aos 6%. No entanto, os próprios aposentados estão avisados de que o governo não dará reajuste igual ao do salário mínimo, de 16,67%. “Se for 6%, não será uma derrota. O importante é que o governo prometeu criar uma comissão para estudar a recuperação do poder de compra a médio prazo”, disse João Inocenttini, presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados da Força Sindical.
Outras
propostas
O sindicalista lembrou ainda que outras propostas estão na mesa e algumas
devem ser definidas pelo governo na mesma reunião de hoje.
Entre
elas estão o subsídio de até 90% em remédios para
hipertensão e diabetes, a antecipação do reajuste de maio
para abril, a antecipação de metade do 13º salário
de dezembro para junho e a gratuidade nas passagens de ônibus interestaduais.
“Para alguns aposentados, o subsídio nos medicamentos representa
um reajuste de até 20% no benefício porque ele deixa de gastar”,
disse Inocenttini.